"Tudo bem que ando frágil, mas tem um raio de um urubu que passa o dia me encarando do alto de um prédio que dá aqui pra minha janela. Coisa mais irritante. Ato contínuo, lembro da praga que o muso deste blog me rogou durante o cisma, segundo a qual, considerando a minha vida 'desregrada' e minha fofurice, periga eu morrer antes dele."
Na boa, sei que a parte mais bacana da leitura é você se identificar com a coisa lida. Acho, inclusive, que o maior prazer da coisa lida é que alguém se identifique com ela. Agora, vamos e venhamos, qual é a chance de o ponto central dessa identificação ser um maldito de um urubu? Começo até a achar que o desgraçado que está me encarando nesse momento é o mesmo que estava encarando nossa querida Rozane Monteiro, autora do trechinho citado acima. Sim, a sacana da ave voou lá do Rio de Janeiro até aqui.
Acho que a falta de banho e o tempo exagerado que tenho passado estendida na cama confundiram o bicho.
Quanto à segunda parte da citação a identificação não foi assim tão intensa. Primeiro que ninguém me rogou praga alguma, graças a Deus. Segundo que o muso dessa minha joça jamais faria isso, graças a Deus. E terceiro que eu jamais associaria o urubu a essa coisa toda, graças a Deus.
O ponto é que minha vida ‘desregrada’ (embora não seja mais desregrada que a do muso, nem tampouco mais desregrada que a do urubu) somada a minha fofurice e a minha fragilidade podem de fato me levar à morte antes de qualquer um dos dois.
Reflexões e suposições a parte, a questão é que tem um urubu ali na construção ao lado. Tirei foto e até crocitei pra ele pra mostrar que, ao contrário do que ele pensa, eu estou viva (talvez só um pouco entediada e dormindo além da conta) e que ele está livre pra dar no pé, voltar pro Rio de Janeiro ou procurar outro lugar. Mas que dê o fora daqui.
Na boa, sei que a parte mais bacana da leitura é você se identificar com a coisa lida. Acho, inclusive, que o maior prazer da coisa lida é que alguém se identifique com ela. Agora, vamos e venhamos, qual é a chance de o ponto central dessa identificação ser um maldito de um urubu? Começo até a achar que o desgraçado que está me encarando nesse momento é o mesmo que estava encarando nossa querida Rozane Monteiro, autora do trechinho citado acima. Sim, a sacana da ave voou lá do Rio de Janeiro até aqui.
Acho que a falta de banho e o tempo exagerado que tenho passado estendida na cama confundiram o bicho.
Quanto à segunda parte da citação a identificação não foi assim tão intensa. Primeiro que ninguém me rogou praga alguma, graças a Deus. Segundo que o muso dessa minha joça jamais faria isso, graças a Deus. E terceiro que eu jamais associaria o urubu a essa coisa toda, graças a Deus.
O ponto é que minha vida ‘desregrada’ (embora não seja mais desregrada que a do muso, nem tampouco mais desregrada que a do urubu) somada a minha fofurice e a minha fragilidade podem de fato me levar à morte antes de qualquer um dos dois.
Reflexões e suposições a parte, a questão é que tem um urubu ali na construção ao lado. Tirei foto e até crocitei pra ele pra mostrar que, ao contrário do que ele pensa, eu estou viva (talvez só um pouco entediada e dormindo além da conta) e que ele está livre pra dar no pé, voltar pro Rio de Janeiro ou procurar outro lugar. Mas que dê o fora daqui.


